Como estamos envelhecendo?

O Brasil ainda é um país de jovens, embora hoje aproximadamente 11% de sua população tenha mais de 60 anos (20,5 milhões de pessoas). Esse processo de envelhecimento populacional se reflete num fenômeno de transição demográfica na composição de nossa pirâmide populacional e ocorreu de maneira muito lenta nos países desenvolvidos. Ao contrário dos países em desenvolvimento, que estão experimentando esta transformação de maneira muito rápida, sem tempo hábil para uma preparação adequada.

Estima-se que em 2025 o Brasil terá a sexta maior população de idosos do mundo. Em números absolutos provavelmente teremos quase 40 milhões de idosos.

E como medir o envelhecimento da população?

O envelhecimento populacional é estimado a partir de uma relação entre a maior expectativa de vida e a menor taxa de fecundidade de uma população.

A expectativa de vida vem aumentando ao longo dos tempos, mas provavelmente não haverá um aumento tão significativo no limite biológico. Ou seja, teremos cada vez mais pessoas vivendo até os 90-100 anos, mas não ultrapassando o limite de aproximadamente 120 anos. O que realmente importa e importará é a qualidade de vida dessas pessoas, o quanto serão ativos e independentes para realizarem suas atividades do dia a dia e o quanto terão autonomia para gerirem suas vidas.

Envelhecer não é doença, mas quem vive mais, fica mais exposto às adversidades e intercorrências e tem muito mais chance de desenvolver doenças.

No mundo todo, inclusive no Brasil, estudos populacionais mostram que pessoas com mais de 60 anos têm em média entre três e cinco doenças acompanhando seu processo de envelhecimento. Isso não implica que são necessariamente doentes. Se mais de 80% têm pelo menos uma doença crônica, não ter doença é um privilégio de poucos. Considera-se doente aquele idoso que sofre interferência em sua capacidade de ser independente ou de ter autonomia.

As principais doenças que acometem os idosos são:

Por exemplo, 50% dos idosos têm hipertensão arterial, doença que, se controlada, não traz maiores consequências ao indivíduo. Caso contrário, aumenta o risco de infarto do miocárdio em cinco vezes, e o de acidente vascular encefálico, em três vezes.

Uma sequela desses eventos pode limitar e muito a funcionalidade destas pessoas. Entretanto, apenas 20% dos idosos portadores de hipertensão a controlam adequadamente – talvez por resistência e, em alguns casos, por falta de conhecimento.

Problemas osteoarticulares (por desgaste das cartilagens e/ou por traumas repetidos) também são muito frequentes e podem comprometer, por exemplo, o andar. Outra preocupação é a prevalência do diabetes mellitus nessa população que é de aproximadamente 20%.

Alterações cognitivas também podem reduzir a autonomia das pessoas. É o caso da doença de Alzheimer, que vem atingindo ao menos 10% da população idosa e, quanto mais velho for o indivíduo, maior o risco de incidência (40% aos 85 anos). A osteoporose e a degeneração macular são outras condições comuns. Desordens afetivas, como a depressão, podem atingir 25% dessa população, ante 15% numa população jovem.

Medidas preventivas para envelhecermos com mais saúde

Um grande problema para o gerenciamento da saúde na velhice é entendermos a necessidade de prevenção e de adotarmos um estilo de vida saudável, não só após os 60 anos, mas em todas as idades. Principalmente por volta dos 35-40 anos, algumas doenças crônicas começam a se instalar e a produzir efeitos nocivos, mas geralmente sua evolução pode ser modificável.

Outro problema é que nos idosos muitos dos sinais e sintomas de doenças iniciais passam despercebidos. Então, é necessário um treinamento dos profissionais que avaliam e cuidam desta população para que haja um melhor reconhecimento do que são doenças e o que deve ser avaliado neste grupo.

Os estudos que avaliam intervenções e qualidade de vida na maturidade mostram que o mais importante é a pessoa cuidar de si, submeter-se a avaliações médicas (clínicas e laboratoriais) rotineiramente, com o intuito de detectar doenças em seu início e gerenciá-las da melhor forma possível, para evitar que se desenvolvam sequelas.

É fundamental, também, atentar para uma alimentação mais saudável, evitando excessos calóricos, de sal, de açúcar, de álcool, de frituras, e para a manutenção do peso dentro de uma faixa adequada – que varia conforme a faixa etária. Praticar exercícios físicos regularmente (de três a cinco vezes por semana) é muito importante. E o ideal é que essas atividades prezem por exercícios aeróbicos, de resistência (musculação), de alongamento e de equilíbrio.

Evitar o tabagismo é uma medida que deve ser tomada não somente na idade adulta, mas desde sempre. Hoje, é de conhecimento de todos que o cigarro é uma das principais causas de morte evitável.

Publicado em fevereiro/2012



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