Conheça as plantas e raízes benéficas para a sua saúde

As receitas de família contra dores, gripe e insônia estão em alta.

Por mais que as prateleiras da farmácia estejam forradas de medicamentos ultramodernos, os chás e as fórmulas caseiras resistem bravamente e até ganham status.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) já adota a fitoterapia, prática terapêutica que se baseia em ervas transformadas pela indústria. Cerca de 500 fitoterápicos estão autorizados para o consumo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Além disso, o Ministério da Saúde – em parceria com serviços estaduais e municipais de saúde e institutos de pesquisa – levantou 71 espécies vegetais utilizadas pela população. Elas serão analisadas por cientistas que vão propor novas fórmulas medicinais.

Confira a seguir alguns cuidados tradicionais para quadros leves que começam a ser validados por trabalhos acadêmicos. Todos eles devem ser administrados com bom senso – e, se o mal-estar persistir ou se agravar, é preciso procurar um médico para avaliar as causas e indicar outro tratamento:

Cólica menstrual
A bolsa de água quente continua sendo uma ótima aliada contra as dores abdominais: o calor relaxa a musculatura. Antes de aplicá-la, o reumatologista e clínico geral Aderson Moreira da Rocha, que preside a Associação Brasileira de Ayurveda, recomenda um chá forte de capim-limão. No Projeto Farmácias Vivas da Universidade Federal do Ceará, a planta, também conhecida como capim-santo, é empregada com sucesso no alívio das cólicas menstruais. “Ela é um leve analgésico e ainda reduz a contração do útero”, explica o médico. Ponha uma xícara de café de folhas frescas ou secas picadas em uma xícara de chá de água fervente. Abafe por cerca de dez minutos e tome. Depois, deite-se e mantenha a bolsa por 20 minutos sobre a região pélvica, numa temperatura que não irrite a pele.

Gripe forte
O alho, reconhecido há séculos como poderoso anti-inflamatório, pode ter suas virtudes potencializadas pelo gengibre fresco, a canela e o mel, ensina Aderson Moreira da Rocha. Os efeitos analgésicos e anti-inflamatórios do gengibre foram demonstrados por uma equipe do TzuHui Institute of Technology, em Taiwan, na China. A canela é famosa como bactericida, assim como o mel. O valor terapêutico do nobre produto das abelhas foi reconhecido por um estudo do Centro Médico Acadêmico de Amsterdã, na Holanda. “Juntos, eles formam um antigripal poderosíssimo”, explica o reumatologista. A receita é para lá de simples: junte uma xícara de água, um dente de alho bem amassado, um pedaço de gengibre do tamanho de um dedo polegar, sem casca, cortado em rodelas, e um pedaço de casca de canela também do tamanho de um polegar. Ferva tudo por cinco minutos e coe. Ao servir, adicione uma colher de sobremesa de mel de eucalipto – ele não deve ser aquecido, sob pena de perder seus poderes. A bebida, além de excelente remédio natural, é muito saborosa.

Insônia
Aquele leitinho morno que as avós nos davam antes de dormir na infância fica ainda melhor quando associado à noz-moscada. “Esse condimento é um sedativo leve; ajuda a conciliar o sono”, afirma Aderson Moreira. Ele ensina o modo de fazer: coloque uma colher de café rasa de noz-moscada em pó em uma xícara de leite morno, misture e tome meia hora antes de deitar. Mas o consumo deve ser logo em seguida ao preparo.

Dores
Provocadas por processos degenerativos e inflamatórios das articulações (o popular reumatismo), as dores podem ser aliviadas por meio de calor. Os reumatologistas orientam, antes de aquecer, massagear o local com esta mistura caseira: duas gotas de óleo essencial de cravo, duas gotas de óleo essencial de canela, duas gotas de cânfora e meia xícara de óleo de gergelim. O primeiro é conhecido pelo poder anestésico, tanto que ameniza temporariamente a dor de dente. A canela também exibe propriedades analgésicas, e os efeitos anti-inflamatórios da cânfora foram recentemente atestados em um estudo de laboratório conduzido no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina da Cheju National University, na Coreia do Sul. Aí, sim, aplique calor seco (compressa com pano aquecido no ferro de passar) ou úmido (bolsa de água quente) por cerca de 20 minutos.

Reportagem: Cristina Nabuco
Fonte: M de Mulher – Saúde

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