Sibutramina, ainda pode

A sibutramina continua liberada para o tratamento da obesidade, mas…

A Anvisa aumentou o controle sobre a prescrição e a utilização desse medicamento.

Em outubro passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de inibidores de apetite à base de anfetamina e derivados (femproporex, mazindol e anfepramona). O relatório produzido pela entidade indica que os benefícios decorrentes da perda de peso obtida com a utilização dessas substâncias não superam os riscos, principalmente o de problemas cardíacos. O relatório aponta também a falta de dados técnicos e científicos que comprovem a eficácia e a segurança desses medicamentos no controle da obesidade.

Já a sibutramina, outra substância utilizada para combater o excesso de peso e que também estava na berlinda, continua liberada. O controle sobre sua prescrição e utilização é que foram ampliados. Além de estar incluída desde o ano passado na lista de medicamentos “B2”, ou seja, que necessitam de receituário especial, médicos e pacientes terão que assinar um termo de compromisso para prescrever ou utilizar a sibutramina. Os laboratórios que a fabricam e comercializam serão obrigados a relatar a ocorrência de eventuais efeitos colaterais à Anvisa. Segundo a agência, a venda do medicamento será analisada durante os próximos doze meses, contados a partir de outubro de 2011. Depois disso, será feita uma nova rodada de discussões para decidir se a liberação será mantida.

O relatório da Anvisa recomenda que a utilização da sibutramina seja feita apenas em obesos que não tenham histórico de doenças cardiovasculares e que não tenham conseguido sucesso em programas de emagrecimento; portadores de diabetes ou pessoas que tenham intolerância à glicose; dislipedêmicos; hiperuricêmicos; mulheres com ovários policísticos e pacientes com hepatite não alcoólica. O relatório recomenda, ainda, que o uso do medicamento seja suspenso caso não faça efeito depois de quatro semanas de uso.

Fonte – Portal G1

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